Em Defesa da Internet e da Liberdade no Brasil

10 julho, 2008 por Nick Ellis

Foi votado e aprovado ontem no Senado Federal o projeto de lei contra crimes cibernéticos, que criou 13 novos crimes. Graças as pressões, aconteceram algumas mudanças na lei, e os provedores não precisam mais um registro de tudo o que você faz online por três anos, junto com o seu nome completo, número de CPF e identidade, e sim guardar pelos mesmos três anos os dados do IP, hora e data da conexão.

Na teoria, os provedores não precisam ser mais dedo-duros, e sim avisar prontamente as autoridades sempre que receberem uma denúncia. O que acontece é que se antes os usuários de Internet no Brasil já eram vítimas de traffic shaping por parte da maioria dos provedores, agora as redes P2P vão ser oficialmente bloqueadas em todo o Brasil, com respaldo na nova lei.

Eu não vi o texto final, e ainda estou tentando entender o que a lei faz contra um profissional como eu, um blogueiro, já que a proposta inicial era tornar obrigatória uma autorização por escrito de cada blog ou site para o qual eu queira enviar um link, inviabilizando o processo de blogagem como nós conhecemos. Outros alvos do projeto são a TV Digital e os set-top boxes, o mercado dos MP3 Players e até mesmo os fãs inofensivos de Animê, Mangá e seriados japoneses que dificilmente seriam lançados por aqui.

A única coisa que foi um avanço é que, com a nova lei, produzir, divulgar ou armazenar fotos e vídeos de pedofilia passa a ser considerado crime. Mas a verdade é que um crime hediondo como pedofilia, praticado na Internet ou onde quer que seja, já deveria ser punido com todos os rigores da lei, o que infelizmente não acontece.

O problema é que no Brasil as coisas se perdem em uma burocracia que nem Kafka acreditaria ser possível, e muitas vezes os processos não dão em nada, isto para não falar na ridícula pena máxima prevista na nossa legislação que nunca é cumprida, pois os criminosos, assassinos, pedófilos e outros monstros saem da cadeia em liberdade por bom comportamento em poucos anos, isto quando chegam a ser presos.

O projeto agora vai ter que voltar para a Câmara de Deputados para ser votado novamente. Saiba mais no blog do Pedro Dória.

Leia também aqui no DD:
Manifesto Contra o Projeto de Lei que Transforma Internautas em Criminosos

Via G1, Folha e Senado Federal.

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Manifesto Contra o Projeto de Lei que Transforma Internautas em Criminosos

8 julho, 2008 por Nick Ellis

O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) criou um projeto substitutivo de lei que pode transformar a maior parte dos internautas em infratores sujeitos a multa e reclusão de um a três anos! O projeto já foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal do nosso país, e vai ser votado amanhã, dia 09/07.

Se este projeto passar, pode ser o começo do fim da Internet no Brasil, que sofrerá um sério abalo em termos de acesso a informação e a tecnologia, como aliás já aconteceu nos tempos de reserva de mercado e censura, o que seria trágico para um país que sofre diariamente com a falta de educação e cultura.

Apesar do objetivo inicial desta nova lei ser louvável, acabar com a pedofilia, na prática, o projeto está totalmente voltado para invasão da privacidade, pois impede que os usuários da Internet baixem e troquem arquivos “sem a autorização do titular”. O problema é que as pessoas que redigiram o texto não entendem nada de Internet, pois nestes termos eu não poderia manter este blog, a não ser que tivesse a autorização expressa de cada empresa de tecnologia cujas imagens e informações são veiculadas por este meio de comunicação.

E a coisa vai além, muito além. Qualquer pessoa acessando um site ou blog pelo seu computador ou celular estaria quebrando a lei, além de proibir trocas de arquivos via P2P (que muitas vezes são arquivos legais), e até mesmo a cópia e envio de vídeos do YouTube que não tenham uma licença de distribuição clara.

Se esta lei passar, alguém pode te prender se você estiver andando por aí ouvindo o seu iPod, mesmo que tenha o CD original em casa, ou então se você estiver com um pendrive com algum livro eletrônico, mesmo que tenha o livro na sua estante.

Os provedores de acesso serão obrigados a registrar todos os acessos a Internet dos seus usuários, e a manter estes dados guardados por 3 anos, com todos as informações pessoais dos usuários, se tornando algo como o terrível “Grande Irmão”, descrito no livro “1984″ pelo mestre George Orwell. Além disto, passam a ser co-responsáveis por quaisquer crimes cometidos durante estes acessos, porque se não denunciarem as supostas irregularidades, são considerados cúmplices.

Uma coisa é apagar comunidades infratoras no Orkut, o que eu sou totalmente a favor, mas este projeto nos transforma a todos em criminosos, colocando no mesmo patamar uma pessoa que baixa arquivos via Torrent e não prejudica ninguém a um monstro criminoso como um pedófilo. Isto é impressionante, mas nada mais me surpreende mais neste país onde a impunidade reina, a criminalidade faz o que quer, e os assassinos saem da cadeia em poucos anos por bom comportamento, isto quando são mesmo presos.

Outro ponto gravíssimo é que a lei pode inviabilizar o sistema de gravação de programas da TV digital com uma set-top box, pois a cópia de um filme, livro ou música para uso pessoal passa a ser considerada crime, mesmo que você tenha pago pelo produto. As redes Wi-Fi abertas também estarão com os dias contados, caso este projeto seja realmente aprovado.

Por tudo isto nós que usamos a Internet honestamente, sem desrespeitar direitos autorais e sem promover ou incitar crimes, vamos ter o mesmo tratamento dos criminosos de verdade como piratas, plagiadores e pedófilos, além de ser uma ameaça muito séria a liberdade de expressão.

Se você não concorda com tudo isto, assine aqui a petição contra o novo projeto de lei. Conto com o apoio de todos os leitores do Digital Drops. O blog de Sergio Amadeu está totalmente focado em denunciar os erros deste projeto de lei, não deixe de conferir.

A blogosfera também está unida no protesto contra esta lei arbitrária e absurda, e você pode fazer a sua parte participando da Blogagem Política Coletiva proposta por João Carlos Caribé.

Saiba mais sobre esta questão nos blogs:
Sergio Amadeu
Boing Boing
Fabio Seixas, Versão txt
Google Discovery
Software Livre
Nova Corja
Pedro Dória
Raquel Camargo
André Bernardi
Ladybug Brazil
Blosque
Jovem Nerd
Cristina De Luca
Omedi
30 & Alguns
Querido Leitor
InovaVox.com
Pedro Dória 2
Observatório de Imprensa
Ahomba
Pensamentos Randômicos
Café, Insônia e Nenhuma Criatividade
Renato Shirakashi
Opiumseed
Slashdot
Raquel Recuero
Silvio Meira
Eric Messa
Tiago Dória
André Lemos
Coisas de Jornal

Visite também o site da ONG SaferNet.

Update: O projeto foi aprovado com alterações. Leia o post Em Defesa da Internet e da Liberdade no Brasil.

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Coca-Cola Lança i9 Hidrotônico em 9 Blogs Brasileiros

5 julho, 2008 por Nick Ellis

A Coca-Cola inovou em uma ação de marketing para o lançamento da sua nova bebida, o i9 Hidrotônico, apostando no poder dos blogs como formadores de opinião, incluindo o Digital Drops!

Imagine a cena. Estou em casa trabalhando e chega pelo correio uma caixa enorme, e no remetente escrito apenas “Coca-Cola”. Eu estranhei, já fazem alguns anos que eu não bebo mais refrigerantes, mas ao abrir o pacote encontrei um folheto da nova bebida da Coca-Cola, e outra caixa menor, toda verde, novamente apenas com a marca da empresa impressa.

Ao abrir esta caixa vi uma linda geladeirinha/aquecedor que ao ser aberta mostrava uma armação de acrílico fosforescente com uma garrafa do i9 hidrotônico para experimentar. A garrafa parece a da Coca-Cola, e apesar de eu não beber mais refrigerante, ainda gosto do formato clássico. O cartão informava um endereço especial onde só eu poderia conferir um conteúdo exclusivo com o vídeo de making off da campanha. Logo depois chegou por e-mail o vídeo com o comercial da campanha, que estréia nas TVs no dia 6 de julho, aconselhando a provar a bebida, com um simpático hipopótamo.

No site eu descobri que eu era um de 9 blogueiros escolhidos para o lançamento do i9, e cada um dos blogueiros tinha um pedaço do making off do comercial. Eu provei a bebida e preciso dar o meu veredicto final. Sei que a responsabilidade é grande, até por causa dos vários críticos que surgiram por aí.

Deixei a garrafa ficar bem gelada e experimentei, e achei bem interessante. O i9 hidrotônico tem um gosto de limão não muito forte, que me lembrou as limonadas que eu tomava na praia, ou quem sabe o sabor de um sorvete de limão. Não tenho o costume de tomar este tipo de bebida, mas acho que para atletas ele é uma boa opção.

Quero deixar bem claro que não estou falando isto porque recebi uma geladeira com uma garrafa pelo correio. A minha opinião não está a venda, e prezo muito pela minha integridade e ética, e se eu por acaso não tivesse gostado, eu falaria com toda a certeza.

Respondendo a alguns ataques injustos como a tal calúnia absurda e infame que chamou os 9 blogs que participaram desta ação como “blogs-de-aluguel”, eu queria dizer que o Digital Drops é um blog é um muito blog sério e respeitado, e se hoje recebe produtos para testes, é graças a todo o trabalho para o qual eu me dediquei nos últimos anos, coisa aliás da qual eu me orgulho muito. Meus leitores podem ter certeza que nem este blog e nem a opinião de seus autores estão a venda, e muito menos, para alugar.

Veja mais sobre a ação no Sim, Viral.

Saiba mais sobre a polêmica no Contraditorium. Confira também um post bem divertido feito pelo Jonny Ken.

Agora já criaramum blog de aluguel de verdade, querendo se dar bem na história. Também foi criado um manifesto de repúdio ao termo, com o qual eu concordo em gênero, número e grau. A coisa tomou proporções inimagináveis e repercutiu até no jornal online O Globo, acredite se quiser.

Se você me perguntar, tudo me parece um grande exagero, mas a Coca-Cola e sua agência devem estar felizes com o sucesso desta ação de lançamento.

Clique abaixo para ver o comercial do hipopótamo.
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Arthur C. Clarke, O Profeta do Futuro

19 março, 2008 por Nick Ellis

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“Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da mágica.”

Morreu ontem no Sri Lanka um dos maiores escritores de ficção científica de todos os tempos, o grande e imortal Sir Arthur C. Clarke, que profetizou em mais de uma centena de livros muitas invenções que se tornaram realidade como o satélite artificial, o ônibus espacial, os super computadores e os sistemas de comunicação instantânea que todos nós conhecemos tão bem.

Nos anos 40, Sir Arthur defendeu a tese de que o homem iria pisar na Lua até o ano 2000, algo que era considerado impossível naquela época. Algum tempo depois, foi convidado para participar como comentarista das transmissões das missões lunares da Apollo 12 e Apollo 15.

Além de ter influenciado a criação de diversas tecnologias que usamos no dia a dia, Sir Arthur também foi uma enorme influência para diversos escritores, diretores de cinema e produtores de séries de TV. Em 1964 trabalhou com o grande diretor de cinema Stanley Kubrick para adaptar seu conto “O Sentinela”, que acabou se tornando o magistral filme “2001: Uma Odisséia no Espaço”[bb].

Seus escritos despertam a paixão pela tecnologia em milhões de crianças ao redor do mundo, inclusive no blogueiro que digita estas linhas. Eu tenho uma enorme dívida de gratidão com Clarke por ele ter criado obras geniais como por exemplo “Encontro com Rama”[bb], e posso dizer que se não tivesse tido um contato precoce com as obras de Sir Arthur e do seu velho amigo Isaac Asimov, eu jamais teria criado um blog sobre novidades tecnológicas.

Ele e Asimov inclusive criaram um tratado pessoal muito curioso, que estabelecia que sempre iriam indicar o outro como o melhor escritor de ficção científica do mundo. Nada mais justo, afinal, ambos estavam certíssimos.

Sir Arthur também é famoso pelas suas frases, simplesmente geniais. Citando o mestre: “Se nós tivermos aprendido algo da história de invenções e descobertas, é que, a longo prazo – e muitas vezes a curto prazo – as profecias mais audaciosas parecem ridiculamente conservadoras.”

Outro assunto que mexia com Sir Arthur era a questão da religião e o absurdo do Criacionismo, ele cunhou esta pérola: “Eu até defenderia a liberdade de adultos criacionistas praticarem qualquer perversão intelectual que eles quisessem na privacidade de suas casas, mas também é necessário proteger os jovens e os inocentes.”

Ainda falando sobre religião, Sir Arthur disse: “O conceito de que Deus criou o homem a sua imagem e semelhança é como uma bomba relógio nas fundações do Cristianismo”.

Sir Arthur cunhou as Leis de Clarke, que estipulam:

1. Quando um cientista renomado e experiente diz que algo é possível, ele está quase certamente certo. Quando ele diz que algo é impossível, ele está muito provavelmente errado.

2. O único caminho para desvendar os limites do possível é aventurar-se além dele, através do impossível.

3. Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da mágica.

Em reconhecimento ao seu legado, Clarke ganhou os prêmios Nebula Award em 1972, 1974 e 1979; e o Hugo Award of em 1974 e 1980, além de ter se tornado o Grande Mestre dos Escritores de Ficção Científica da América em 1986.

Seu último livro, The Last Theorem, co-escrito com Frederik Pohl, deve ser lançado no final deste ano.

Sir Arthur viverá para sempre no coração dos seus fãs, e nas estrelas de onde buscou inspiração para sua magnífica obra. Descanse em paz, Mestre, nós sentiremos muito a sua falta.

Visite o site da Clarke Foundation.

Confira aqui uma entrevista com o mestre, feita em 2004.

Via AP e BBC.

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George e o Segredo do Universo de Lucy e Stephen Hawking

9 janeiro, 2008 por Nick Ellis

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Em primeiro lugar, uma pequena explicação. O post abaixo trata de um livro, e não do último gadget da CES. Fiquei em dúvida entre escrever este texto no Digital Drops ou no meu blog pessoal, mas como o assunto do livro é o Universo, achei que vocês iam gostar…

Tive o prazer de receber em casa de presente neste início de ano duas cópias do livro George e o Segredo do Universo[bb], que foi escrito por Lucy Hawking em parceria com o seu pai, o genial astrônomo Stephen Hawking, com ilustrações de Garry Parsons. Os livros foram cortesia da Ediouro, em mais uma promoção muito bem bolada pela Riot! Aproveito para mandar um abraço ao meu amigo recém-casado Ian Black.

Resolvi ler o livro antes de fazer o post, por uma questão muito simples, sou fanático pelo Mestre Stephen Hawking, e gosto de ler livros deste estilo, até para saber se os livros que meus filhos vão ler são bons ou não. Esta é uma boa desculpa mas a verdade é que nunca deixei de gostar de livros como este, apesar de já não ser criança a algumas décadas! Não se deve julgar livro pela capa, mas neste caso eu abro uma exceção. Como designer gráfico eu aplaudo de pé o trabalho feito por James Fraser em cima de um dos desenhos de Garry, com um efeito que simplesmente não dá para reproduzir na tela do computador.

O livro é destinado a crianças curiosas e inteligentes, que buscam respostas sobre quem somos, de onde viemos e o que é o universo. Tudo começa quando o porco de estimação de George vai para a casa do vizinho. Lá ele encontra Annie, seu pai, o cientista Eric e o super computador Cosmos, capaz de abrir um portal e levar os personagens para qualquer lugar do universo. Enquanto você se diverte, vai aprendendo fatos sobre física, a ciência e os buracos negros! Nenhuma história funciona sem vilões e estes estão bem representadps pelo Prof. Reeper e Ringo, o malvadão do colégio.

Mescladas entre o livro estão fichas com dados sobre o Sistema Solar, a Lua, Buracos Negros entre muitos outros. Só isto e as imagens do universo em papel brilhante, por si só, já valeriam o preço do livro, que no entanto, oferece muito mais para os leitores, oferece uma olhadinha no imenso Universo e na profusão de galáxias que existem no espaço lá fora.

Compre agora mesmo o livro George e o Segredo do Universo[bb], de Stephen Hawking & Lucy Hawking, um ótimo presente para crianças de todas as idades (não deu para escapar deste clichê).

Depois de ler o livro, eu dei os livros exemplares para os meus sobrinhos e para a minha sobrinha, que adoraram o presente! Além do livro de Lucy e Stephen Hawking, eu podia escolher qualquer outro do catálogo da Ediouro. Minha escolha foi o livro Wikinomics, como a colaboração em massa pode mudar o seu negócio[bb], de Don Tapscott e Anthony Williams, que estou devorando agora.

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A Verdadeira Razão do Safari para Windows

12 junho, 2007 por Nick Ellis

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O keynote de ontem foi bastante criticado e o Fake Steve Jobs disse que confessava que tinha sido um saco, afinal todos estavam esperando os novos iMacs (inclusive eu), mas era o WDDC, afinal de contas, um evento de desenvolvedores, e a Apple resolveu focar no seu lado software, que é um dos meus favoritos. O Leopard parece um sistema muito interessante, e a briga com o Windows Vista vai ser boa de assistir.

Mas o grande destaque (infelizmente negativo) do keynote foi mesmo o lançamento do Safari para Windows. Existe um relato revoltado do Joel On Software, chamando o Safari para Windows do browser mais lento do mundo, mas mesmo este artigo termina de forma curiosa, quando ele diz que o Safari começa a iniciar mais rápido a cada vez que ele roda o programa no seu Windows Vista, e termina em uma declaração de amor a Steve Jobs. O Fugita do TechBits achou o Safari decepcionante, e ele realmente é, mas devemos lembrar que é a primeira versão, e muita coisa pode mudar em poucos dias. Na minha opinião, a Apple é uma empresa muito séria, que cria programas muito bem feitos, e deve estar corrigindo os problemas para não pagar um mico deste tamanho. Pena que os programadores não conseguiram resolver isso a tempo de evitar as críticas de todos os blogueiros do mundo, incluindo eu. Desta vez o pessoal de Cupertino deu mole.

O BernaBauer não entendeu o porque do lançamento do Safari para Windows, mas eu li um artigo em que o autor explica as razões, e acho que ele acertou na veia. Qual o motivo para Steve Jobs e a Apple lançarem um Safari para Windows em plena WDDC? A razão é o iPhone. Steve foi criticado por ter dito no lançamento do iPhone que a Apple não ia permitir as aplicações de terceiros, então resolveu isso de forma simples, o iPhone roda web apps muito bem com a sua conexão Wi-Fi, e por isso foi dito no keynote, que qualquer programa que rode no Safari vai funcionar no iPhone. E quem vai escrever estes programas para rodar no iPhone? Até ontem eram apenas os programadores e desenvolvedores de Mac, e a partir de hoje, com o lançamento do Safari 3 nessa versão alpha sem vergonha, inclui também a grande maioria que trabalha com Windows na jogada.

O MeioBit e o MacRumours dizem que as páginas em Flash podem não rodar no iPhone, mas eu ainda tenho esperanças. Na minha opinião, mais uma vez, a Apple sabe muito bem o que está fazendo.

Via The Apple Press.

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