Blogagem Inédita – P de Plágio
17 março, 2008 por Nick Ellis

Depois que aceitei o convite do Edney Souza para participar do “blog carnival” Blogagem Inédita, pensei e refleti bastante sobre qual seria o assunto que deveria abordar, pois queria falar sobre algo com o qual eu realmente me importasse.
O tema escolhido saiu naturalmente após uma conversa com amigos. Eu resolvi falar sobre plágio, que é uma coisa com a qual eu tenho que lidar quase que diariamente quando vejo o conteúdo que eu produzo sendo copiado em outros sites sem o devido crédito, e também é algo que eu sei que mexe com as pessoas.
Isto pode parecer bobagem para pessoas que lêem estas linhas e não produzem conteúdo próprio, mas eu te garanto que enquanto eu digito estas palavras, alguém está copiando algo que eu fiz, e isto me incomoda. E muito.
Eu produzo conteúdo diariamente no meu site, e por isto posso afirmar com propriedade e conhecimento de causa que a quantidade de cópias que circula na rede é alarmante. Eu mesmo sou detentor de uma média impressionante e nada invejável, pois a maioria dos artigos que escrevo é copiada dezenas de vezes, a maior parte dos infratores só troca o nome do site pelo próprio, e vai em frente assim mesmo, assumindo opiniões alheias e tomando para si o ponto de vista de quem escreveu o texto.
Uma vez tive uma conversa sobre o assunto com a minha amiga Rosana Hermann, e gostaria de citar duas frases que ela me disse, e que não me saem da cabeça. Para Rosana, o plagiador é “como uma pessoa que entra nos 10 segundos finais de uma corrida só para cortar a fita de chegada com a tesoura, achando que é só para isto que se treina e se corre uma maratona.” Também segundo ela, o transgressor mal sabe que “pesquisar é um prazer, analisar é uma ciência, e escrever é uma arte.”
Mas mesmo assim, a sensação de impunidade deve ser algo irresistível, pois as cópias se proliferam com velocidade impressionante. Já cheguei a encontrar inclusive cópias das cópias, acredite se quiser.
Não devemos supor que a questão do plágio é nova, pois é claro que o plágio sempre existiu, desde o tempo da pedra lascada, quando provavelmente foram feitas cópias das primeiras pinturas nas paredes das cavernas. Isto foi se repetindo incontáveis vezes ao logo da história, com muitas cópias de obras de arte como pinturas, esculturas, livros, poesias, sonetos, jóias preciosas, e muito mais.
Pelo tamanho deste post, precisei dividir o texto em duas partes. Para continuar lendo a matéria, é só clicar abaixo.
O assunto de cópias e falsificações foi inclusive o tema de um filme dirigido pelo grande Orson Welles em 1974, “F is for Fake (Vérités et mensonges)”, que serviu como inspiração para o título deste artigo que você está lendo. Durante o filme, Orson mostra a trajetória de falsificadores famosos como o Elmyr de Hory que fazia cópias de obras de arte famosas, Clifford Irving, o biográfo que criou a biografia falsa do milionário Howard Hughes e de si próprio, citando a sua transmissão realista de Guerra dos Mundos, de H.G. Wells que instaurou o pânico nos Estados Unidos através das ondas de rádio, e a sua visão pessoal sobre a biografia de William Randolph Hearst, que deu origem ao maior filme de todos os tempos, Cidadão Kane, e acabou selando o destino do resto de sua carreira. Agradeço ao amigo Ricardo Ferreira pela ótima lembrança.
Só que com o advento da Internet a coisa mudou de figura, e para pior. A rede mundial de computadores se parece com uma “casa da mãe Joana” neste sentido. Faz parte da cultura da Internet a idéia de que nada tem dono, qualquer coisa pode ser usada e reaproveitada, qualquer texto encontrado na rede pode ser usado no seu Orkut. E até pode, desde que se preserve a ética e os valores, e especialmente, se coloquem os créditos e links. Mas nem isto basta, muitas vezes.
O sujeito entra em um site qualquer, copia a matéria textualmente e assume a autoria dos textos, que muitas vezes são narrados na primeira pessoa, tomando para si as suas opiniões e muito mais. Na maioria das vezes, o assunto pode ser esclarecido e resolvido através de um simples contato, como um caso no qual vi matérias minhas sendo usadas em um jornal impresso sem o devido crédito. Ao entrar em contato com o jornalista, recebi uma resposta cordial dizendo que havia simplesmente esquecido de colocar o link, e me propondo citar o meu site na próxima matéria para resolver a questão. Isto me deixou satisfeito, e desde então sou citado na mesma coluna, sempre com o crédito.
Esta não foi a mesma sorte da escritora Fernanda Lizardo, que teve seu texto copiado com pequenas alterações por um jornalista, em uma atitude conhecida como “contrafação”, na qual se tenta disfarçar o roubo mudando o texto para assumir a autoria da obra.
Depois de muitas tentativas de contato, o referido jornalista chegou a publicar uma nota dizendo que o problema havia ocorrido graças a um dos seus colaboradores, colocando uma retratação no seu site, que logo foi retirada sem maiores explicações, junto com o texto copiado.
Fiz uma pequena pesquisa sobre o assunto com amigos que também produzem conteúdo e precisam lidar com este problema. Para Paulo do WTF Brasil, “existem dois casos, o que copia por não saber que isso é errado, e nem mesmo pretende ter algum lucro com isso, e o plagiador ‘profissional’, aquele que coloca adsense e outros programas de afiliados, sabe que plágio não é um prática permitida, mas mesmo assim copia, por achar que ficará impune. No primeiro caso, até levo numa boa, tento conversar com o cidadão, explicar que não é bem por aí. No segundo, o ódio, a sensação de roubo, é inevitável.”
Esta opinião é compartilhada por José Carlos do site O Primo (), “Parece estranho mas fico até feliz, pois o plágio é o maior dos elogios: é sinal que meu conteúdo ficou bom até um ponto onde as pessoas querem se apoderar dele! Eu ficaria REALMENTE chateado se a pessoa estiver usando meu conteúdo para levar vantagem (ganhar dinheiro, etc), mas felizmente, até hoje, meus plagiadores foram apenas “peixes pequenos” que só queriam fingir que escrevem bem.”
Bruno Parodi também vê um lado lisonjeiro na questão, mas não esquece que a pessoa quer levar a fama por algo que não escreveu. Ele me contou sobre a sua experiência ao ser plagiado pela primeira vez, quando um impostor copiou textos que ele e outros autores escreviam na revista Internet World e transformou em um livro. Ele também teve problemas com jornalistas de veículos menores que copiavam informações da revista sem dar o crédito.
Em outro caso, ao escrever um artigo sobre o ICQ, Bruno descobriu que alguém havia copiado a matéria em um site sem dar o crédito para ele ou para a revista na qual o texto havia sido publicado. Ao entrar em contato, após algumas tentativas, acabou recebendo os créditos e ficou amigo do rapaz, que hoje em dia é um jornalista que escreve em um grande jornal sobre Internet.
Conversei também com Daniel Scocco, do site Daily Blog Tips, para saber como é esta situação no exterior. Se alguém pratica o plágio em um site localizado nos Estados Unidos (ou em qualquer país com acordos de propriedade intelectual (IP) com os Estados Unidos), pode sofer graves consequências, tendo seu site retirado do ar graças a um acordo entre a maioria dos provedores dos Estados Unidos que respeita o DMCA (Digital Millennium Copyright Act), uma lei de 1998 que deixa claro quem é responsável nos casos de plágio.
Nos Estados Unidos, se um provedor de acesso receber uma notificação formal sobre plágio, por exemplo, eles são obrigados a bloquear o acesso a esse conteúdo ou tirá-lo completamente do ar, caso contrário eles também se tornam cúmplices do crime.
Citando a sua experiência própria, Daniel informa que cada artigo que escreve é copiado cerca de 3 ou 4 vezes. No caso de artigos mais populares, o número pode chegar até a 100 cópias. Daniel também não se incomoda com os plagiadores amadores, que não buscam ter lucro com o conteúdo alheio, mas fica chateado quando descobre que alguém criou um site comercial para lucrar com os textos roubados de outros sites. Neste caso é muito fácil abrir um processo contra esta pessoa, pelo menos nos Estados Unidos. Nas palavras de Daniel, “não existem atalhos para o sucesso. A única forma de obtê-lo é trabalhando duro e sendo honesto. Ele acrescenta que a pessoa está causando mais prejuízo a ela mesma do que ao autor dos textos”.
Outra faceta do plágio na Internet é bem curiosa, a apropriação de identidade, que é muito comum no Brasil. Um bom exemplo disto é quando você recebe um texto do “Arnaldo Jabor” por e-mail, e ao começar a ler percebe que não foi escrito por aquela pessoa. Trata-se de uma tentativa de valorizar o texto, agregando um valor que ele não tem, buscando torná-lo mais conhecido. Daniel também recebeu e-mail semelhante nos Estados Unidos, com alguém atribuindo um texto falso a Michael Arrington do TechCrunch, que na verdade era falso.
Nas palavras de Bruno Parodi, esta atitude “é uma infantilidade, pois em geral se usa o nome de alguém famoso para que os destinatários daquele texto prestem atenção no que ele tem a dizer. É muito visível quando não se trata de um produto daquela personalidade, pois tem erros e principalmente estilo de escrita bem diferentes. Fica escancarado.” Eu concordo, e acho incrível como a pessoa que perde o seu tempo para fazer algo do gênero não pense nisto também, só que a inteligência não é o ponto forte dos plagiadores, muito pelo contrário.
Através da Internet também manifesta-se um outro tipo de plágio, se é que podemos chamar assim, o plágio de provas. Estudantes compram provas prontas como o no caso do site “zé moleza”, “portal do estudante”, “trabalhos prontos” e outros. Este último chega a citar que segue as regras da ABNT. Este tipo de plágio não traz prejuízos reais aos autores das provas, que podem até estar lucrando com o assunto, mas deprecia o próprio aluno, que pode até tirar uma boa nota neste exame, mas certamente não vai dominar o assunto e pode vir a ter problemas sérios quando se tornar um profissional despreparado para competir no mercado de trabalho.
Voltando a falar sobre o plágio de conteúdo, nem todos os infratores aceitam a acusação de plágio da mesma maneira. Em muitos casos, infelizmente, alguns usurpadores reagem com agressão, como se tivessem todo o direito de usar e abusar do seu conteúdo para sua fazer a sua promoção pessoal, e ninguém tivesse o direito de contestar esta atitude.
Na minha primeira experiência com o assunto, entrei em contato com a pessoa de forma educada e recebi ameaças de cadeia e até de morte quando questionei a postura de copiar tudo que eu escrevia na primeira pessoa. Ele então me respondeu que era um tenente em um quartel em Duque de Caxias, RJ e que eu devia ir até lá para conversar com ele pessoalmente, pois caso contrário ele mandaria “matar a minha família”. Resolvi deixar para lá, por motivos óbvios.
Existem também os que copiam na surdina, como por exemplo um tal de Leopoldo Moreira que copiou uma matéria que o meu irmão publicou no meu site na íntegra, e não apenas deixou de colocar o link e o crédito, mas também se deu ao trabalho de enviar a sua cópia para vários sistemas de promoção como o Rec6, Uêba, Linkk, Eu Curti e etc.
Outro tipo de plagiador é o admirador confesso. No mês passado eu recebi o pedido de uma pessoa que se dizia admirar o meu site, dizendo que tinha outro site no mesmo estilo e que inclusive os nossos sites tinham muitas coisas em comum. Segundo ele, eu devia apoiá-lo, afinal ele estava em Portugal e eu no Brasil, por isto não éramos concorrentes.
Como sempre faço em um caso como este, entrei no site dele para ver como era, e descobri que ele tinha copiado alguns textos meus sem nem citar o meu nome, mas tinha se dado ao trabalho de colocar a fonte da minha matéria.
Questionei a razão disto com educação e a resposta que recebi dizia que ele estava apenas começando e que não sabia direito como devia ser feito. Segundo ele, ele iria continuar usando meu site como base, mas iria nos sites onde eu havia buscado a informação fazer a sua própria tradução, desprezando o tempo que eu gasto pesquisando a web atrás de informações relevantes para os meus leitores.
Eu também comecei um dia, só que nunca copiei textos de ninguém, e nunca freqüentei outros sites com este objetivo, e tampouco li revistas ou jornais para copiar a pauta do dia. Ética se aprende em casa, quando se é criança, não quando está começando um site.
Existem muitas informações de qualidade sobre o assunto na rede, para quem quer prevenir este tipo de roubo. O mais famoso deles é o Copyscape, uma ferramenta que permite que você consulte possíveis apropriações do seu conteúdo online.
Outra novidade na área é a empresa CopyTrust, que presta assessoria jurídica aos blogs plagiados, retirando o conteúdo infrator do ar, e providenciando todos os detalhes.
A minha amiga Nospheratt escreveu um verdadeiro tratado sobre o assunto, que foi de grande inspiração na criação desta matéria.
Através dos seus escritos fui apresentado a um site incrível sobre “Plágio na Internet”, só que infelizmente ele tinha sido retirado do ar. Só que isto para mim não significa nada, afinal eu sou usuário e admirador do Wayback Machine, a nossa máquina do tempo pessoal na Internet, portanto pude acessar e consultar o conteúdo.
Para terminar este longo texto, queria dizer que relevância, credibilidade e coerência só se conquistam com suas próprias opiniões, e com o seu próprio texto. Ganhar dinheiro e prestígio com a opinião alheia a princípio pode parecer fácil, só que cara de pau tem limites, e a grande maioria dos copiadores em breve estarão fora do ar, graças a sua insignificância.
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33 Comentários para “Blogagem Inédita – P de Plágio”
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17 março, 2008 às 15:29
Post formidável! E bem pertinente… realmente essas pessoas que plagiam não sabem ver o outro lado, o da pessoa plagiada, como se esfregasse na cara dela que menosprezou o esforço da pessoa nas pesquisas, nas elaborações e nas escritas.
Será que um dia vai mesmo ocorrer seleção natural, onde só os originais sobrevivem na selva de bits?
17 março, 2008 às 15:56
Olá Nick!
É com grande prazer que escrevo meu primeiro comentário aqui no site, mesmo visitando com freqüência (leitor assíduo desde 2007) não tinha ainda comentado nada. Depois de ler este post resolvi comentar…
Posso dizer que cheguei ao site por meio de outros blogs e se estes não pussessem os devidos créditos não chegaria nesta grande fonte que há muito uso como pesquisas na área. Aliás estou utilizando um post seu da “luminária de 200 anos” como seminário de inspiração para minha futura monografia, e é claro que citei o site.
Assim, para não escrever tanto… gostaria de agradecer a você e todos que divulgam corretamente o site, para que mais e mais pessoas tenham um conteúdo de qualidade!!
Valeu Nick, continue com seu belo trabalho, nós leitores sempre contaremos com essas informações e as utilizaremos devidamente.
abraços
Elcio Massuo – estudante de Design
17 março, 2008 às 15:57
Giseli, muito obrigado pelo seu comentário.
Acredito que sim, existe uma seleção natural proporcionada pelo tempo, e a grande maioria destes plagiadores está com os dias contados.
17 março, 2008 às 16:09
excelente! muito útil e muito informativo. bjs!
17 março, 2008 às 16:10
Nick, parabéns por esse post! Posso imaginar o que se sente nesses casos mais descarados! No meu caso, como fotógrafo, já tive algumas fotos publicadas também das mesmas formas, por desinformados bem intencionados e também por espertinhos que acham que se ele der uma editada na foto, ninguém irá perceber…
Concordo plenamente com você, e sei como é o seu trabalho de pesquisa, por isso tô aqui no DD todo dia, seja por FEEDER ou pelo site, por conhecer a sua ética e a qualidade dos seus artigos! Continue assim, seus leitores sabem muito bem reconhecer talentos como o seu!
E fora os plagiadores!
Grande abraço!
Renato Balbino
17 março, 2008 às 16:14
Mandou bem, Nick
Pena que no Brasil estamos longe de um DMCA…
17 março, 2008 às 16:19
Não fica assim não… plágio é o elogio do idiota.
17 março, 2008 às 16:42
o lado bom: pelo menos você pode se considerar um trend maker. e está colaborando de maneira agradável (aos que lêem) pra uma www melhor. mas tens razão: os copiadores/coladores poderiam NO MÍNIMO citar a fonte.
Não sei se ajuda, mas existe um Autor que escreveu (indiretamente) um Livro mais lido e impresso de toda a existência que jamais cobrou direitos autorais. Desse, pelo menos todos citam a Fonte. rs.
17 março, 2008 às 16:45
É realmente lamentável quando algo do tipo ocorre. Eu mesmo já tive textos plagiados, apesar de meu blog ser ainda recente, e descobri por engano, pois não sei porque motivo o plagiador “conseguiu” enviar um trackback para meu blog…rsrs
Ao entrar em contato com o rapaz, ainda se mostrou muito mal educado e disse que não iria nem inserir os créditos: simplesmente apagou o post.
Lamentável como existem pessoas que não têm nem a dignidade de admitir quando estão erradas, e acreditam que roubar o trabalho alheio é uma forma legal de ganhar alguns trocados.
Abraços!
17 março, 2008 às 17:08
Sempre acompanho seu blog, e digo, o crédito da pesquisa, do conhecimento e da opnião é seu, e isso ninguem pode plagiar. Parabens pelo post e pelo blog.
Abraços
17 março, 2008 às 17:19
Depois dessa só falta participar do Concurso Caneca Compulsiva…
[]’s
Compulsivo
17 março, 2008 às 17:30
amigo como vc sabe já fui plagiada algums vezes, entrei em contato e consegui resolver, mas essa semana pesquisando pelo meu nome no google me deparei com um texto cujo o nome da autora que aparecia era o meu, mas o texto não havia sido escrito por mim e sim por uma colega blogueira, entrei em contato (email) com o responsável pela publicação com cópia para a colega, pedindo que fosse dado o crédito devido ao texto, não sei até o momento como ficou, só sei que o texto havia sido publicado (sem autorização) em uma publicação impressa.
Aí eu me pergunto, e se eu não tivesse visto primeiro? Se ela tivesse visto? Poderia com certeza achar que fui eu quem roubei o texto … lamentável …
Belo post.
bjs
17 março, 2008 às 17:34
Sou um admirador diário de seu site e retiro de meu tempo pelo menos 20 minutos por dia para ler todas as suas postagens, sempre gostei das notícias e comentários que trás por aqui e vou continuar lendo, porem nunca cheguei a deixar comentários eu realmente apenas leio as “notícias”, agora, sobre está postagem, bom, já cheguei a plagiar, mas nunca me esquecendo de colocar o autor e link de sua notícia e concordo plenamente com este post, os plagiadores precisão de caráter.
Parabéns pelas belas e exatas palavras deste post, um grande abraço e até o próximo comentário.
17 março, 2008 às 17:38
Nada pior do que ser plagiado. Infelizmente não vejo solução para isso, pois sempre que existe alguém querendo fazer algo de bom, existem outros 10 querendo achar furos naquilo, e modificando para seu próprio benefício.
Acho que nesse caso, dependemos apenas da consciência das pessoas, de perceberem o esforço que fazemos para criar algo realmente original.
17 março, 2008 às 17:42
Nick,
Depois de ler seu artigo olha só o que encontrei num dos maiores blogues do Brasil:
http://www.sedentario.org/internet/precisa-de-um-suporte-tecnico-4710/
Original:
http://www.attuworld.com/women_in_tech_support
Creio que enquadra-se também, afinal as fotos foram usadas sem nenhuma referência a fonte original. Qualificando o plágio, ou estou errado?
[]’s
Compulsivo
17 março, 2008 às 17:59
Elcio, muito obrigado pelo seu depoimento!
Abraços, Nick
Tatiana, eu te agradeço muito pela sua ajuda! Bjs!
Valeu Renato! Muito obrigado mesmo!
Abração!
O Primo, com certeza estamos bem longe, infelizmente!
Eder é verdade, eu sei bem disto, mas precisava fazer este desabafo.
Chico B., colocar a fonte é essencial. Infelizmente nem todos pensam assim.
Marcos, isto acontece muito, porque o plagiador é burro, não percebe que ao copiar o texto está levando links internos, publicidade e outras coisas. A falta de educação também é característica desta turma, infelizmente.
Abraços a todos!
17 março, 2008 às 18:04
Sou teu fã!
Já faz tempo que assino teu feed.
Teus posts são inspirarão para os bons e para os não tão bons.
Teus posts, me inspiraram mais uma vez, vou fazer meu TCC sobre Plágio. Espero que se crie uma cultura de maior ética para vivermos a era da informação.
Parabéns.
17 março, 2008 às 18:23
João Carlos, muito obrigado pelos elogios!
Veri, que loucura isto! Fiquei curioso para saber o desfecho da sua situação, depois me conta, tá?
Bjs!
Sano Brujah, se você coloca o link e o autor da notícia, não é plágio. O autor pode até não gostar de encontrar o seu texto na íntegra em outros blogs, mas se houver o link para o site de origem, não é plagio. De qualquer maneira, isto é algo que depende do autor de cada blog.
Abraços.
Vinicius, é verdade, a questão é mais profunda do que isto.
Compulsivo, eu não diria que isto é um plágio, até porque no site do AttuWorld ele também não cita que as imagens são do provedor russo ColoCall, então se fosse o caso ele também estaria plagiando. O autor do blog pode ter recebido estas fotos de outra fonte. O que me incomoda é a cópia de textos na íntegra, assumindo a opinião do autor do post.
Gustavo, muito obrigado e boa sorte com o seu trabalho de conclusão.
Abraços a todos, Nick
17 março, 2008 às 19:05
“… mas felizmente, até hoje, meus plagiadores foram apenas “peixes pequenos” que só queriam fingir que escrevem bem.””
Mandou bem garoto, parabéns.
17 março, 2008 às 19:06
Nick, o post ficou ótimo. Parabéns! Abs, Parodi.
17 março, 2008 às 19:54
Caro Nick,
Em todos os seus relatos de plágio, o que mais me surpreende foi a recorrente cara da pau daqueles que copiaram suas informações – isto vale para o nosso país, como para além-mares.
Infelizmente, a idéia geral é perpetrar alguma falcatrua, ver se cola, se for pego, negar, e se insistirem dizer que não foi vc, mas algum assistente seu agindo à sua revelia. O exemplo vem de cima.
O nosso consolo é nossa própria satisfação em ter pesquisado e criado algo de valor.
Um grande abraço,
Rainer
17 março, 2008 às 21:12
Acho que foi o melhor artigo sobre plágio que já pude ler e devo concordar com o Daniel citado no texto, sucesso é trabalho duro e nada mais! Claro que tem gente que copia por pura inocência. Mas o cara que copia para ganhar com isso pode até se dar bem por um tempo, só que como ele é um preguiçoso que nem sabe pesquisar e escrever um simples texto, o futuro dele já fica traçado no 1° Ctrl+C Ctrl+V que ele comete…
18 março, 2008 às 10:48
A pouca noção e respeito a propriedade intelectual é notória, copia-se tudo sem culpa alguma.
18 março, 2008 às 11:32
Puxa, fico tão feliz em ver os novatos, pelo menos nessa questão, tomando pra si essa causa, sabia? De verdade. Qdo entrei na NET antes de 95 era uma luta e ainda é, em especial dentro da literatura. Daí vc vê correndo pela Net poemas da amiga Leila Micollis, do ótimo site blocos online sem autoria, prosa do Ina sem autoria, o texto “Trem da vida” da Silvana Duboc rodando mundo com outros nomes assinando ou blogs que se dispõe a ensinar a postar, colocar templates, usar wigdet e qdo vc vê é pura tradução de sites americanos, espanhóis etc. Vê o maldito AD, Autor Desconhecido rodando por aí, sendo repassado e ninguem se toca que se alguém escreveu tem autoria! Mais recentemente o texto do próprio profile reproduzido “ad naseuam” pelo orkut e qdo vai questionar a pessoa responde: eu gosteí, é uma homenagem. Como assim????
Se não fosse pelo meu amigo querido Luis Matta do Digestivo nem ficaria sabendo. Acho que isso independe de ser ruim ou não, tem autoria.
Acredito que um bom método é sempre que encontrar por aí algum texto, poema etc de algum amigo, falar, pedir autoria. Vivo fazendo isso com conhecidos ou não. É um modo de minimizar as perdas. Outro maneira de se evitar isso é o registro na BN. Já fiz posts sobre isso várias vezes. É fácil e dá base para uma disputa legal se for o caso.
Na questão do plágio, só a união realmente faz a força. Falar, avisar o autor, conversar com a pessoa, enfim sempre tentar amigavelmente e se não der, ok, arregaçar as mangas e partir pra briga.
Parabéns pelo post!
abrs
Andrea
18 março, 2008 às 11:37
O problema é que a justiça é muito lenta. Nossa lei de direitos autorais é razoavelmente boa, funciona mesmo se houver mutilação da obra…
O difícil é abrir um processo, contratar advogado e ficar correndo atrás de algo que não é respeitado em nossa cultura!
Percebemos isso quando estamos andando pelas ruas de São Paulo e vemos milhões de cópias nas bancas de camelôs. Afinal, sempre existe uma bela desculpa para a situação: “os originais são caros” ou “só comprei para ouvir uma música”… tanto faz! Ninguém se importa! Todos estão impunes!
A questão é que de nada adianta falarmos em ética nas faculdades e escolas se o assunto não é discutido em casa. Ética se aprende em casa sim! Concordo com você Nick.
Uma frase que jamais esquecerei meu pai dizendo é “seja um advogado, seja um publicitário, gari, seja o que você quiser, mas seja honesto”!
18 março, 2008 às 19:03
Nick,
bajulação ou não, gostei tanto do texto do post que eu sugiro outro título: Tratado sobre Plágio.
Melhor, impossível. Ou talvez seja o início de um livro a respeito?
Abraços
Bia
18 março, 2008 às 20:04
Também convivo com o problema do plágio diariamente.
Quando vou escrever sobre um assunto, sempre pesquiso, demoro até 3 horas para montar todo o texto, encontrar foto, divulgar e simplesmente aparece alguém e rouba de forma descarada e o pior, copia o post inteirinho, não tira nem os comentários que geralmente faço no final, colocando em seu site/blog como se a opinião fosse dele, isso me deixa muito chateada e o pior, muitas vezes aparece acima nas pesquisas do Google e em outros motores de busca, sendo que eu que tive todo o trabalho de fazê-lo.
Alguns vão ao meu blog e dizem que sou estressada/ irritada, não é isso, apenas estou reclamando uma coisa que é minha, que eu fiz e se o post foi tão bom a ponto de ser copiado ou por simples preguiça mesmo, o mínimo que mereço é um linkzinho,como sempre digo, nós blogueiros sobrevivemos de links, podemos criar um conteúdo maravilhoso, mas se não houver divulgação e principalmente links, não somos nada.
Gostei muito do seu post e logo farei um no meu blog também, é claro não plagiando você, dando os devidos créditos à quem merece.
Obrigada pelo espaço para o desabafo!!!
18 março, 2008 às 22:58
Dã… Plágio é copiar? Sem pedir? Sem citar fontes???
Mas até onde isso é possível? Com certeza na net e principalmente alguém vai postar algo em primeira instância… Daí outros vão copiar… Mas alguns são cavalheiros o suficiente para citar as fontes (DD dá aula disso!)…
Mas o citar a fonte só já é o suficiente para que não chamemos de plágio? Continua sendo Ctrl+c/v… Então acho que não adianta muito, pois eu posso, por exemplo, copiar o DD na íntegra e fazer um site DD+ (gostei!), adicionando, por exemplo, pornografia de celebridades ao site… E isso faria mais sucesso que o original, pois seria mais “completo”… E nada trabalhoso para o editor… Mas isso seria “legal”, mesmo colocando a fonte? Acho que não…
Mas capacidade é capacidade e o resto é copia barata, por isso acho que esta é uma discussão “vazia”, pois quem copia nunca vai ter a criatividade do original, e tende sempre à ruina… E esperar por leis tão refinadas em nosso pais, onde torturadores e assassinos em massa (políticos na maioria) são celebridades… Melhor viver na utopia de um site “pirata”…
19 março, 2008 às 15:12
Me irrito profundamente com esses textos (na maioria em .ppt) falsamente atribuídos a autores famosos. Sempre me intrigou a motivação destes “plagiadores-terceirizadores”. Mas, como você disse, “a inteligência não é o ponto forte dos plagiadores…”.
Eu me recuso a repassar os textos aidante e ainda escrevo um e-mail para quem me remeteu mostrando como é fácil perceber que a assinatura era falsa. O que espero, com isto, é que no mínimo o divulgador se envergonhe de sua ignorância (em todos os sentidos) e pare de spamizar estas fraudes. É uma gota no oceano.
19 março, 2008 às 15:35
Dizer que blogs não são concorrentes porque um está em Portugal e outro no Brasil só pode ser piada de português. E não me venham acusar de preconceito. É PÓSconceito mesmo.
19 março, 2008 às 17:09
Valeu Ornando!
Você tem toda a razão, copiar o profile dos outros no Orkut é a maior prova de incompetência e estupidez que eu conheço. Abraços!
Obrigado pela força, Bruno.
Abs, Nick
Rainer, infelizmente é isto mesmo, você tem toda a razão.
Abraço!
Valeu muito pelo elogio, Evandro.
Paulo, é o que mais acontece, infelizmente.
Andrea, muito obrigado! Mas eu não sou mais tão novato assim!
Fausto, é verdade, como diz o ditado (infelizmente) a justiça no Brasil tarda e falha.
Bia, valeu muito! Não tive nenhuma pretensão ao escrever este post, apenas desabafar sobre algo que me incomoda profundamente. Abraços!
Miss Skarlya, eu também recebo acusações deste tipo, infelizmente. Só não consigo entender porque algumas pessoas tem dificuldade de colocar links, como se isto custasse alguma coisa.
Junior, isto acontece diariamente aqui no DD. Existem blogs por aí que copiam TODOS os meus posts, sem exceção, e ainda ganham alguns trocados com os textos que eu escrevi, sobre assuntos que eu pesquisei. Sobre o seu questionamento se uma cópia pode fazer mais sucesso que o original, vale lembrar aquele ditado, “mentira tem perna curta”.
Viva, eu odeio estes arquivos .ppt. Aliás, eu não abro nenhum .ppt, a não ser que seja de assuntos relacionados ao meu trabalho. Quanto ao meu “concorrente” de além mar, o pior mesmo foi ele dizer que os sites eram parecidos, e quando eu entrei lá, a maior parte do conteúdo havia sido retirada do meu blog, sem créditos, é claro.
26 junho, 2008 às 12:00
Adorei seu texto, uma vez que gasto horas e dias montando um texto. Referencio todas as fontes, inclusive de imagens se conheço o autor, se não conheço falo, enfim, e um zé ninguém está copiando meus textos na íntegra sem me citar. Estou louca da vida. O que podemos fazer de concreto? Existe alguma campanha?
Beijos e parabéns!
26 junho, 2008 às 12:35
Muito obrigado, Kris. Realmente isso é uma coisa que incomoda profundamente a todos que criam seu próprio conteúdo…
Infelizmente são poucas as opções, mas na minha experiência, as mais efetivas são denunciar o blog que está roubando seus textos ao Google Adsense.