Museu Imperial de Petrópolis está sendo digitalizado pela Autodesk e outras empresas

Estive esta semana no Museu Imperial de Petrópolis para conhecer pessoalmente o projeto de digitalização da arquitetura interna e externa do belíssimo museu. O objetivo do projeto é criar um modelo perfeito em 3D da arquitetura do Palácio Imperial, tanto externa quanto interna. A digitalização vai durar 3 meses, e está sendo feita em etapas, primeiro a captura da arquitetura externa do Palácio Imperial com drones da DJI, depois o escaneamento digital das salas, quartos e ambientes, com uma Leica ScanStation P40 que custa cerca de R$ 500 mil a R$ 1 milhão.

A nuvem de pontos feita no Autodesk Recap fará parte do acervo do Museu, e o modelo gerado poderá ser usado de várias formas, como por exemplo criar um ambiente de realidade virtual interativo no qual os visitantes possam ver a ambientação e usos originais do Palácio, ou até a impressão em 3D de detalhes da fachada ou dos adornos dos tetos para que deficientes visuais também possam ter a experiência de conhecer melhor a casa de verão da Família Imperial, e também a história do Brasil.

O modelo também poderá ajudar na preservação do Palácio, ajudando a calcular exatamente a quantidade de tinta necessária para uma reforma, por exemplo. Conversei com funcionários do Museu Imperial, que estão bastante empolgados com o projeto. A iniciativa é uma parceria da Autodesk com a Leica Geosystems, a Drone Imperial e a Realize Tecnologia, e estão todos de parabéns, pois ninguém está ganhando nada com o projeto, que vai trazer benefícios para os visitantes e interessados no Museu, que conta parte essencial da história do nosso país. Vale lembrar que o Museu Imperial é um dos mais visitados do Brasil, chegando a receber quase 3000 visitantes por dia nas férias escolares.

Não posso terminar este post sem agradecer muito a Autodesk pelo convite e pela incrível oportunidade de visitar o Museu em um dia fechado ao público. Foi realmente um privilégio poder entrar no salão e no quarto de Dom Pedro II e Dona Tereza, que eu só conhecia através de uma porta de vidro fechada, além de poder andar na varanda, totalmente inacessível em uma visita normal. Vocês podem ficar tranquilos que eu não toquei em nada e não pisei nos tapetes, e principalmente não sentei no Trono Imperial, que na verdade não ficava em Petrópolis e sim no Paço Imperial do Rio de Janeiro. No caminho passei pelo estúdio de Dom Pedro, e chegar perto da luneta e do telefone dele foi realmente sensacional.

Ficou curioso pra conhecer melhor o processo de digitalização do museu? Então se inscreva agora no canal do DD, e confira meu vídeo clicando abaixo:

Clique aqui para ver um rápido vídeo da Autodesk mostrando trechos da digitalização.

Autor: Nick Ellis

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