iPad Pro: um iPad realmente exagerado, no bom sentido

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Ouvi algumas pessoas falando mal do novo iPad Pro, apresentado pela Apple em um evento em Cupertino nesta semana, mas tenho que discordar, um iPad com tela maior pode ser muito indicado para vários profissionais. Com quatro caixas de som, o iPad Pro é indicado para trabalho e lazer, sendo ótimo tanto para apresentações quanto para assistir a filmes e vídeos.

O iPad Pro é impressionante em todos os números, a começar pela tela de 12.9” com resolução de 2732 × 2048 pixels, a maior até hoje em um aparelho iOS. Esta tela é realmente grande, 78% maior do que a tela do iPad Air 2. O processador A9X é a terceira geração de chips de 64-bits da Apple, com poder de processamento comparável ao de desktops e PCs, segundo a empresa. O desempenho é 1.8 vezes melhor do que o já rápido iPad Air 2, e se compararmos com o iPad original, 22 vezes melhor, com performance gráfica até 360 vezes superior.

Vamos falar do peso do novo iPad Pro? Bem, ele é um verdadeiro peso pesado, com 713 gramas na versão Wi-Fi e 723 gramas na versão 4G, mas é o preço que se paga para um aparelho com uma tela com resolução Retina destas dimensões, com uma bateria que dure quase o dia todo. Só para comparação, o iPad original pesava 680 gramas na versão Wi-Fi, e 730 gramas na versão com 3G, enquanto o iPad Air 2 do ano passado pesa apenas 437 gramas na versão Wi-Fi e 444 gramas na versão 4G.

Com todo o seu peso e seu tamanho generoso, o iPad Pro foi feito para artistas, desenhistas, médicos, arquitetos e engenheiros, ou qualquer um que precise de uma tela maior para realizar as tarefas do dia a dia. O grande diferencial de um iPad em relação a um tablet Android continua a ser o sistema, e os aplicativos que foram criados especialmente para ele. As semelhanças, bem… Rodando o novo iOS 9, o Pad conta com alguns truques que a Apple aprendeu com a concorrência e que serão muito úteis em um tablet com uma tela tão grande: o Slide Over, que permite abrir um app na barra lateral do iPad; a divisão de tela Split View, com uma barra para você ajustar o espaço de cada app; e o Picture in Picture, onde você pode deixar uma pequena janela com sua chamada no Facetime ou Skype ou até mesmo para ver um vídeo no YouTube enquanto você faz outra coisa.

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A Apple foi criticada por copiar a Microsoft com a capa com teclado, mas isto não parece ter incomodado a empresa de Redmond, que aliás participou do evento de lançamento. Para a alegria dos seus haters, a Apple também apresentou uma caneta stylus, que chamou simplesmente de Apple Pencil. Sim, é um acessório que Steve Jobs tinha criticado, mas para uma tela bem menor, a do iPhone original. No caso de uma tela tão grande quanto a do iPad Pro, a caneta pode ser uma ferramenta muito útil, como aliás a Samsung já tinha percebido com sua S-Pen.

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Apesar da tela do iPad Pro não ter a tecnologia de reconhecimento de pressão dos novos iPhones 6s e 6s Plus, o Pencil faz este trabalho com um sensor de pressão que identifica a força exercida na ponta da caneta, assim como a parte da caneta que está encostando no papel, quer dizer, na tela. A Apple também diz que o Pencil tem um tempo de resposta menor do que os concorrentes, pois o iPad Pro interpreta o seu toque em uma velocidade de 240 vezes por segundo, o dobro do que é usado quando você toca com o dedo na tela. Uma coisa curiosa do Pencil é que sua bateria é recarregada no próprio conector do iPad. A caneta só funciona com o iPad Pro, pelo menos até outubro, quando deveremos conhecer a próxima geração do iPad Air.

Para que o iPad Pro tivesse a mesma autonomia que esperamos em um iPad, ou seja, uma duração de bateria de 10 horas, a Apple teve que deixar o novo tablet mais pesado do que o primeiro iPad. Para a bateria durar tanto, a tela percebe quando o conteúdo que exibe está estático e diminui a taxa de atualização pela metade, diminuindo também o consumo da energia.

O iPad Pro será lançado em novembro lá fora por US$ 799 pela versão de 32GB, US$ 949 pela de 128GB (ambos Wi-Fi), ou US$ 1079 pela versão 4G, só disponível com 128GB. A caneta Apple Pencil será vendida separadamente, e custa mais US$ 99.

O preço no Brasil ainda não foi informado pela Apple. Saiba mais na Apple.

Veja outras imagens e vídeos abaixo.

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Vídeo da revelação

Vídeo de apresentação

Apple Pencil

Autor: Nick Ellis

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