Uma semana com o Pebble, ou quando a simplicidade fala mais alto

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De todas as coisas que comprei nesta viagem para cobrir a Black Friday em NY, uma das mais baratas também foi a mais útil, e disparado! No começo, confesso que olhei bem desconfiado para aquele relógio simples, de plástico, com uma pequena tela e-Ink não sensível ao toque, algo impensável em um mercado de smartwatches ultra coloridos, grandes e imponentes com telas multi-touch. De cara, o que mais gostei nele foi sua leveza, pois o Pebble original pesa apenas 38 gramas (a versão Pebble Steel pesa 58 gramas), ou seja, um peso muito razoável para levar no pulso.

À primeira vista, o Pebble realmente parece não se destacar tanto no meio de sua turma, mas por sua simplicidade e facilidade de uso, ele é a melhor opção disponível no mercado até hoje, e de longe. Pra começar, ele é à prova d’água, uma virtude essencial para um relógio de pulso, pois significa que você não precisa tirar ele do pulso no chuveiro ou na hora do mergulho. Outro fator muito importante para um relógio é a duração de bateria, e no caso do Pebble ela é excepcional, chegando até 6 dias de uso.

O Pebble não tem tantas pretensões, mas consegue ser sensacional ao alcançá-las. Pra começar, ele é totalmente aberto, e funciona nas duas plataformas, Android e iOS ou até não oficialmente no Windows Phone, através de apps pagos. Além da função básica de mostrar as horas, a primeira utilidade óbvia de um smartwatch é ser o veículo das notificações do seu smartphone, e o Pebble é perfeito nas duas coisas. A tela é perfeitamente visível em todos os momentos, mesmo sob a luz do sol, e quando você mexe o pulso, ela também acende para que você veja as horas no escuro.

Na pequena tela, você vai poder ler todas as mensagens via SMS ou WhatsApp, mas as de outros apps com o Facebook Messenger são só avisos (sem culpa do Pebble nisto). O Pebble também tem apps que podem mostrar seus recados ou até uma minúscula versão da timeline do Twitter para você ler, se assim quiser.

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As faces do relógio são praticamente infinitas, com muitas realmente incríveis, e pra completar eu descobri um site para gerar novas faces, o Watchface Generator, e assim criei a do Digital Drops e as dos meus outros dois blogs Meio Bit e Blog de Brinquedo, além é claro da watchface do meu time, o Fluminense.

Com estes apps, o relógio vai muito além das notificações. Entre os que eu mais tenho usado está o Misfit, um app que acompanha seus movimentos e também monitora o seu sono, dando troféus caso você atinja o seu objetivo; o PayPal, que pode ser usado para fazer pagamentos (no exterior); o Evernote, para você ler todas as suas notas no seu pulso, e muitas, muitas outras. Até o Tinder está no Pebble, acredite se quiser.

Tudo é gerenciado pelo app do Pebble no seu smartphone iOS ou Android, e se o Pebble tem um defeito, é o fato de que ele só permite carregar até 8 watchfaces ou apps de uma só vez, então você acaba ficando tempo demais escolhendo o que vai colocar, o que é bem chato. Espero que consigam aumentar este limite nas próximas versões.

O principal concorrente do Pebble é o Android Wear, que acaba de se tornar mais interessante com as notificações do Android Lollipop e as novas faces de relógio, feitas em parcerias com grandes empresas. O outro rival é o Apple Watch, que ainda nem foi lançado, mas quando for, não será tão leve ou tão barato quanto o Pebble. Também não será à prova d’água, não terá a mesma duração de bateria, e apesar de ter vários recursos e ferramentas com um excelente potencial disponíveis na mão dos desenvolvedores, terá que ralar bastante como o Android Wear tem feito para ao menos igualar a usabilidade deste pequeno e humilde relógio, que já conta com 18.000 devs trabalhando em sua plataforma.

O Pebble custa US$ 99 lá fora, e tem uma versão em aço, o Pebble Steel por US$ 199, mas dá pra comprar mais barato em promoções. O meu, por exemplo, eu comprei por US$ 79 na Black Friday.

Aproveito para agradecer novamente as empresas que me convidaram para cobrir a Black Friday em NY: CVC, Delta Airlines, The Roosevelt Hotel, CotaçãoNYC & Company.

Autor: Nick Ellis

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